Pelos túneis do metrô

Hoje pela manhã vim trabalhar utilizando o metrô.

Não sei você, amigo que está me lendo neste momento, mas eu costumo usar o transporte público com alguma distração. Seja um livro, uma revista, um fone de ouvido ou quem sabe até cochilando. Não foi o que aconteceu hoje e por um acaso do destino, não tinha nenhum recurso destes disponível. Pra variar, o sinal da minha operadora de celular funcionava muito mal e aí, sem outra alternativa, tive de pegar o metrô no “modo livre”.

Sem ter com o que se distrair você acaba, mesmo que não queira, se distraindo com a distração alheia.

E então comecei a ouvir os sons que estavam a minha volta. E em menos de cinco minutos foi isso que ouvi:

“… você viu o que o Jorginho falou pro Tufão? Eu acho que a Carminha vai se ferrar agora…”

“… Ah cara, quem comanda aquele meio campo é o Ronaldinho, não tem jeito… e ainda tem aquele garoto, o Bernard…”

“… estação Paulista, acesso a linha verde do metrô, desembarque pelo lado direito do trem…”

(um fone de ouvido vazando) “… eu quero só beijar, brincar de te laçar, laçar…”

“… eu to louco pra comprar uma motinha, de metrôzão não rola mais não, tá tirando…”

“… alô? Paulo? Avisa o Cleiton que mais 5 minutos eu chego aí…”

“… ah e minha cunhada agora quer pedir pensão, vê se pode…”

Fique analisando cada um dos assuntos desconexos, ao mesmo tempo e sem a mínima relação entre si e cheguei a uma conclusão:

O vagão do metrô em horário de pico parece timeline de rede social.

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