É fascinante a relação de amor que o brasileiro tem com o ato de “dar grau”

É bem possível que em algum momento da vida você tenha visto passar por você algum maluco em alta velocidade que sem mais nem menos puxa o guidão da moto pra cima e empina. Muitas vezes até levantando faísca com a parte de trás do veículo. Depois segue andando naturalmente e muito feliz com seu feito. Esse é popular ato de “dar um grau” ou “chamar no grau”, muito difundido pelo país.

É inexplicável a relação de amor que muitos brasileiros tem com essa chamada arte. A ponto de não ficar apenas no trivial, como este rapaz aqui.

Reprodução

É incrível como dá certo. Assista aqui.

Quem é fã de dar grau, é fã mesmo. Em níveis bem altos.

É parte de um estilo de vida.

Quanto mais desafiador, melhor.

E a coragem de acompanhar alguém numa aventura dessas?

Engana-se que apenas aparelhos sofisticados permitem tal manobra, exige-se apenas habilidade.

Mas atenção: fica o alerta se alguém sugerir “dar um grau na sua cozinha”.

O que parece ser uma gentileza para deixar sua cozinha brilhando, pode ser apenas mais uma forma de expor essa arte.

Há aqueles que nem esperam o final de semana chegar para “dar um grau no cabelo”.

Fica maneiro demais.

O que pouca gente se esquece, é que infelizmente para esses amantes da arte, empinar moto é crime e sujeito a multa de trânsito. E onde estão as autoridades?

A manobra é caracterizada pelo Código de Trânsito Brasileiro como infração gravíssima, e gera multa de R$293,47e 7 pontos na CNH.

“Mas se não tá atrapalhando a vida de ninguém além da do próprio motoqueiro, que mal há nisso?” você pode se perguntar…

Além do perigo da pessoa cair ou acidentalmente atingir outras pessoas, pode ser que um motoboy radical chegue com a sua pizza toda desfigurada graças a manobra, né?

Fica a reflexão, qual é o sentimento que move o brasileiro a ser doido por essas manobras em duas rodas?

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