Este professor levou o videogame pra sala de aula e foi a melhor coisa

Uma das coisas mais legais na internet, é quando um assunto aleatório puxa uma história muito boa. Por exemplo…

Neste perfil no Twitter, o @ViuvasDoMame se dedica a falar sobre jogos de videogame antigos e uma fase de “Street Fighter III” lhe lembrou um causo maravilhoso.

A iniciativa dele foi contribuir com o que era sua especialidade para o dia das crianças, usar um videogame. Deu mega certo.

Reprodução / Twitter

“Escolhi o Dreamcast também pelo controle indestrutível.
O jogo, levei Street Fighter III, Third Strike.
Queria matar minha curiosidade: A molecada iria gostar? Odiar?
Meu Notebook com FIFA e dois controles estava na mochila por precaução, vai que as crianças odiassem. Odiar?”

O receio das crianças não gostarem ou virar uma verdadeira bagunça não se confirmaram e foi melhor do que ele podia ter imaginado.

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“O jogo fez tanto sucesso que eu tive que organizar uma fila pra jogar e um espaço pra assistir. Tinha criança lá só pra torcer e rir, a fila pra jogar ficou grande… As crianças amaram o Third Strike, e não cansavam de perguntar o nome do jogo e daquele videogame alienígena”

Com o sucesso daquele primeiro ano, o professor resolveu continuar no próximo ano. Mais uma vez, sucesso.

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“No ano seguinte, levei novamente o Dreamcast mas troquei o jogo: Marvel vs Capcom 2. Um jogo de luta com os heróis que eles conhecem dos filmes? O sucesso aumentou mais ainda. Ao ponto que quando vai chegando o final de setembro, as crianças já vem perguntar se vou levar o game”

Foi criada na escola uma espécie de tradição: Todo ano, no dia das crianças, eles resolvem as diferenças “no tapa” com o Thanos, Ryu e Homem Aranha. Eu sempre vejo a galera falando que a molecada só pensa em gráficos, mas eu discordo. As crianças só querem se divertir mesmo”.

O ‘game’ no Dia das Crianças virou uma tradição e uma mini competição.

“Meninos, meninas, os maiores, os menores, todos jogam o game. Como praticamente ninguém joga games de luta hoje em dia, as partidas são bem emocionantes, todo mundo no mesmo nível. Eu ainda deixo eles salvarem as iniciais nos memory e coloco na lousa os recordistas de outros anos”.

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“Caso alguém esteja se perguntando, o recorde pertence a essa menina da foto, a Manuela, na época no segundo ano, com 19 vitórias seguidas. A cada vitória ela pegava mais o jeito. Ela só parou porque… Serviram o bolo! hahaha
Mas recordes não importam, e sim, o sorriso deles”.

Em outro ano tentaram mudar o local do ‘game’, mas isso não funcionou bem.

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“Teve um ano que colocaram o game na acanhada sala de informática da escola (é uma escola pública de periferia, então imaginem), não demorou 20 minutos pra perceberem que era pequena demais e mandarem o game de volta pra sala do projetor. Pelo menos rendeu uma foto legal”.

A conclusão que o professor gamer chega é de que não importa a geração ou gráfico, desde que o jogo seja bom, todo mundo se diverte.

“É o que eu sempre digo: As crianças de hoje cresceram com Flappy Bird e Pou, com GTA e Call of Duty. Quem se apegava nessa coisa de gráficos e modernidade eram as crianças da nossa geração. As de hoje só querem saber se o jogo é legal…”

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