Crônicas

Crônica – Você precisa parar de se comparar aos outros agora mesmo

Lembra quando sua mãe dizia: "você não é todo mundo" ? Ela tinha razão.

Pare por dois minutos e pense no que anda te deixando infeliz. Por mais tranquila e feliz que sua vida possa estar, algo te incomoda. Reflete aí dois segundos no que é.

Refletiu? Pois bem. Agora pense no motivo disso de te incomodar.

Pensou? Ótimo. Agora analisa, isso te incomoda por alguma coisa que você gostaria de ter ou fazer, não é verdade?

Mas me diz, porque diabos você quer que sua vida seja assim ou assado? Possivelmente porque alguma coisa ou alguém te influenciou a isso. E como é chato quando a gente percebe que nossa angustia ou aflição é causada simplesmente por achar que aquilo que é bom para fulano é o seu ideal de vida. Nem sempre é. Na verdade, é mais provável que nunca seja.

Quantas vezes um “Fulano começou emprego novo em tal lugar” surgiu e aí você olha pro seu tão suado emprego atual e pensa: “que merda estou fazendo?”

“Fulana está com seu marido ciclano viajando para a Lapônia do norte e publicou 18 fotos novas”. Pronto. Também preciso ir viajar e fazer isso.

“Veja como Beltrano conseguiu se formar, trabalhar, ter casa própria, dois gatos, uma airfryer e um fiat palio com apenas 25 anos de idade”. Aí a sua mente já vai diretamente no “eu com 25 anos não ando conseguindo nem ao menos pagar meus boletos”.

Ninguém faz isso porque quer. Ninguém realmente sente verdadeira inveja dos outros (ok, algumas pessoas sim, mas aí é tema para outra conversa).

Nessa reportagem do UOL, a psicóloga Denise Pará Diniz diz que a ação de comparar está ligada à competição. “Quem sempre se vê em desvantagem em relação aos demais se coloca no papel de vítima, de eterno perdedor. É um sinal de extrema insegurança, de quem não sabe valorizar o que tem, pois nem sabe o que tem”.

Mas fique com a cabeça tranquila. Você não é a única pessoa que já passou por isso e é um processo perceber que o que é bom para os outros não é bom pra você. Pense nisso como uma festa, aquela festa que seus amigos passaram O MÊS TODO insistindo que você ia gostar de ir, que ia ser ótimo e quando finalmente chegou na hora, você só queria estar em casa maratonando Netflix e se entupindo de pizza.

O ser humano é por natureza influenciável e acaba se deixando levar – especialmente para se sentir aceito – pela opinião dos outros. Isso pode ser legal, você pode acabar conhecendo muita coisa nova, muitos gostos novos, mas pode ser autodestrutivo a medida que você começa a achar que apenas a vida das outras pessoas anda e a sua não.

Como no exemplo que falei acima, você talvez não tenha pensado que quando você conseguiu esse emprego que não gosta tanto assim, o mesmo fulano que você se comparou tenha sentindo uma pontinha de inveja. Mas esse emprego pode ser parte da sua vida NESTE MOMENTO e a vida é cíclica. Logo você estará em algo que faz mais sentido pra você.

Ou lembra quando você foi viajar pra aquele lugar fodastíco e fez uns 300 stories? Aquela pessoa também deve ter virado os olhos e achado você uma baita mala por isso e pode ter se influenciado a fazer aquela viagem que você viu.

E o cara dos 25 anos com a vida praticamente feita? Será que para conseguir tudo isso ele não teve que abrir mão de uma porrada de coisas que você, por exemplo, aproveitou? E tudo bem também. Se o objetivo dele era conquistar tudo isso, faz parte.

É tudo uma questão de determinarmos o que é que verdadeiramente gostamos de fazer, quais são seus objetivos na vida e se cobrar um pouco menos por resultados. Se você pensar um pouquinho mais nos seus gostos, a chance de você se comparar com os outros vai diminuindo aos poucos.

É óbvio que vez ou outra o seu cérebro vai te trair e você vai acabar fazendo uma inevitável comparação. Aliás, vale pensar que o cérebro é uma parte traiçoeira do corpo humano. Inclusive, você já parou pra pensar que o cérebro é o único orgão que escolheu seu próprio nome? Como um trem desses não poderia de vez em quando sacanear o seu “dono”, né?

Quando sua mãe te dizia “você não é todo mundo”, ela tinha razão. Ainda bem. Imagina o inferno que seria se todo mundo fizesse tudo igual o tempo todo?

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