Família palestina que vive em caverna é ameaçada de despejo por Israel

Ahmed Amarneh é um homem de 30 anos que vive com sua família na Cisjordânia, no vilarejo de Farasin.

Sua casa é construída em uma pequena caverna de uma colina e segundo ele, quando percebeu que se tratava de uma formação natural, imaginou que não teria como Israel reclamar de que teria sido construída de forma ilegal: “Eu não fiz a caverna”, disse.

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Twitter / AFP

Não é incomum que na Cisjordânia existam disputas territoriais e que palestinos recebam avisos de demolição por parte de Israel.

Segundo os acordos de paz de Oslo da década de 1990, partes da Cisjordânia foram atribuídas aos palestinos. O grande problema é que a caverna onde está a casa de Amarneh fica numa região conhecida como “área C” e estaria em uma região de controle civil e militar israelense.

Para as Nações Unidas, essa área é parte do Território Palestino.

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Amarneh se considera um faz tudo e foi ele quem fez a porta de madeira que sela a entrada de sua casa, construiu a cozinha, uma sala de estar e as áreas de dormir para ele, sua esposa grávida e sua filha pequena.

Segundo ele conta em entrevista, eles estão lá há mais de um ano e meio e ficou surpreso com o aviso de que sua casa seria demolida. “Eu não fiz a caverna, ela existe desde a antiguidade”, disse a AFP. Seria a primeira vez que uma residência construída em uma caverna a ser ameaçada pelo estado judeu.

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Israel rebate dizendo que a legislação diz que o estado deve aprovar qualquer nova construção feita na área residencial e por isso possui o direito de demolição de qualquer casa construída sem autorização.

Amarneh explica que tentou construir legalmente por mais de uma vez, mas foi avisado que era proibido construir na região, por isso viu na caverna desabitada uma oportunidade para abrigar sua família.

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Amarneh explica que tentou construir legalmente por mais de uma vez, mas foi avisado que era proibido construir na região, por isso viu na caverna desabitada uma oportunidade para abrigar sua família: “Não entendo como eles podem me impedir de viver em uma caverna. Animais vivem em cavernas e não são despejados. Nossos ancestrais estão enterrados aqui”, diz.

Ahmed Amarneh and a neighbour chat outside his home, built in cave in the village of Farasin in the occupied West Bank
JAAFAR ASHTIYEH / AFP

Segundo o chefe do conselho local, Mahmud Ahmad Nasser, os árabes vivem na aldeia de Farasin desde 1920 e o local foi abandonado nos anos 1960 após a ocupação israelense da Cisjordânia. A partir da década de 1980 os ex-moradores começaram a retornar à região e hoje são cerca de 200 pessoas vivendo por ali.

A reportagem completa você pode ler (em inglês) no site da AFP

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